A vida se transformou para o Dom Rodrigo, de Curitiba, terceiro melhor buteco do Brasil

Agora é a hora de falar dele que desbancou outros 19 butecos em Curitiba e veio parar na disputa nacional com mais 20 feras do universo butequeiro, que também venceram o Comida di Buteco 2016 em suas cidades. Sim, estamos falando do Dom Rodrigo, campeão do Comida di Buteco em Curitiba e terceiro lugar na disputa pelo título de melhor Buteco do Brasil!

Mas, o que é que o Dom Rodrigo tem, que o fez chegar onde chegou, hein!? E mais: o que aconteceu com ele, depois que decidiu se aventurar pelo Comida di Buteco? A gente explica.

O buteco é comandado pelos donos mesmo, Rodrigo Grandal Domingues e sua esposa, Ledi Godinho, que, após o resultado da disputa em Curitiba, comemoraram dizendo o quanto foi MÁGICO esse momento, que sentiam uma sensação belíssima e jamais imaginariam levar a melhor entre tantos ótimos butecos.

Eles chegaram até aqui com um atendimento pessoal e impecável, feitos especialmente pelos próprios donos, além de todos os requisitos em dia e um tira-gosto pra ninguém colocar defeito: um bolinho de carne com parmesão e provolone, acompanhado de molho de gorgonzola.

Dom Rodrigo

O Dom Rodrigo é um legítimo buteco, pequeno, sem placa na frente, com seus donos sempre no comando de toda a operação, mas que pela qualidade do trabalho são queridos do povo butequeiro, principalmente aqueles que não dispensam uma visitinha, como é o caso do Ivo, da banda Blindagem, que frequenta o buteco do casal.  “Nosso bar é muito pequeno, um legítimo boteco. Ficamos muito felizes em ganhar esse concurso. É o fruto do nosso trabalho sendo reconhecido. E que venha a etapa nacional”, declarou, Rodrigo Grandal Domingues, na noite da premiação do Comida di Buteco 2016!

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“É inacreditável o que aconteceu. O movimento aumentou muito, agora as pessoas vêm da cidade inteira e de outras regiões do Brasil para tirar foto conosco”, conta o casal.

Outra característica do Dom Rodrigo, que é típica em todo buteco bem tradicional e autêntico, é a falta de cardápio físico, e fica tudo em um menu bem simples. São várias as delícias do buteco e tudo acompanha vinagrete de pimentão vermelho, sem que nada seja cobrado a mais. Adoramos um temperinho caseiro, quem não?!

E olha, quem faz essas delícias, como sinalizamos no começo, são os donos. A Ledi, esposa do Rodrigo, diz que ele sempre foi um bom cozinheiro e que aprendeu esse dom em casa, cozinhando para família e amigos.  E ela ajuda o maridão, é claro!

Dom Rodrigo

O buteco fica na região de Santa Felicidade, em São Braz, e os vizinhos e habitantes já conhecem o buteco desde 2001, mas foi a partir do Comida di Buteco desse ano, com a porção de bolinhos de carne que eles criaram para o concurso, que começaram a receber também a visita de pessoas de outros lugares. E eles garantem: esse pessoal começou a visitar e voltar também, normalmente não ficam só na primeira visita não, é preciso voltar pra experimentar as outra delícias da casa!

E essa coisa toda tem uma explicação básica: A FARTURA das delícias servidas nos buteco. Exatamente, o próprio Rodrigo confessa que às vezes dá uma exagerada, mas prefere assim. Por exemplo, o pão com bife de lá, que é super pedido entre o pessoal, vai com 300g de tiras de carne!

Nenhum dos dois aprendeu o oficio estudando, mas aprenderam a criar receitas que agradassem o público, porque esse é o verdadeiro sentido do buteco – ele é a extensão de nossas casas. Se a cozinha de casa é boa, a do buteco não seria diferente, e visitando o Dom Rodrigo a gente consegue realizar muito bem a grandiosidade da cozinha da casa dele!

Por essas e muitas outras, o Dom Rodrigo, participando pela segunda vez do Comida di Buteco (esse é a segunda vez que o concurso acontece em Curitiba), saiu premiado na cidade e conquistou o pódio pro Brasil inteiro ver. A resposta do povo butequeiro do Brasil foi positiva e não se ouve apenas o sotaque “curitibanês” no buteco, mas de gente de todo o país!

A transformação de vida não é um ato isolado e único. Ela começou a acontecer no Dom Rodrigo, mas permanece acontecendo, tanto pra ele, quanto para o público e a região do buteco, e eles estão colhendo os frutos de todo o grande trabalho somado à visibilidade do Comida di Buteco: “É inacreditável o que aconteceu. O movimento aumentou muito, agora as pessoas vêm da cidade inteira e de outras regiões do Brasil para tirar foto conosco”, disseram em entrevista à Gazeta do Povo.

Se você quiser conhecer o Dom Rodrigo, suas porções deliciosas e muito bem servidas, além da delícia criada para o Comida di Buteco, a Porção de Bolinhos de Carne Dois Queijos, o buteco fica na Avenida Vereador Toaldo Túlio, 2275 – Santa Felicidade, Curitiba, e funciona de Segunda a Sexta, das 18h à 00h. Sábado e Domingo não abre!

Dom Rodrigo

 

Falar em Mercado Municipal é falar em clima de buteco e gastronomia

Quando a gente fala em conhecer uma cidade, estamos falando de conhecer todos os seus costumes, principalmente no que diz respeito à gastronomia! E, realmente, quando a gente fala em passeio, tradição e comida boa, algumas das primeiras coisas que vêem a cabeça são os mercado municipais, que além de ter de TUDO, principalmente frutas típicas de cada região e algumas bem exóticas, ingredientes únicos e uma qualidade inquestionável, alguns também tem butecos que servem pratos inesquecíveis, deliciosos, bem servidos, e já muito famosos!

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Foto @carolbanas

Por exemplo, essa delícia aí. Lá no Mercado Municipal de São Paulo, o Sanduíche de Mortadela já é uma atração turística à parte e visitar SP sem passar por lá é um verdadeiro erro! Até mesmo para os moradores da cidade é necessário manter uma certa frequência de visita ali. É lá também o endereço de um dos butecos participantes do Comida di Buteco, o Bar do Mané, que por acaso é o grande criador desse sanduíche de Mortadela e de tantas outras delícias que participam anualmente do concurso!

Aqui embaixo temos a Ricotinha, ultimo prato criado por lá para o Comida di Buteco 2016 e que ainda está disponível no cardápio pra quem quiser aproveitar essa maravilha em sua passadinha por SP!

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Foto @joycinha_domingues

Lá em BH não é diferente não. A cidade que respira gastronomia, tradições culinárias e temperos únicos, também tem seus representantes butequeiros dentro do Mercado Central de BH, que, por acaso, é o Bar Mercado Central!

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Foto do @speziali_

Campinas não fica nada pra trás com o pessoal do Mercadão de Campinas, que, pra quem estiver de passagem, tem por obrigação se deliciar no Bar do Tio e Rafa, um dos nossos queridos butecos participantes do Comida di Buteco em Campinas e que fizeram muito sucesso com o petisco desse ano, o Filé de Pescada do Tio – e ainda fazem, podem ir conferir.

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Foto da @espanholeto

Quem aí já provou essa delícia? É maravilhoso sim!!!

Agora, lá pros lados de Goiânia, o pessoal também tem seu Mercadão pra aproveitar, porque no Mercado Popular de Goiânia, um ponto turístico forte e de parada obrigatória, fica o Já já Drinks, velho conhecido do Comida di Buteco e que sempre coloca a criatividade e o tempero pra jogo pra participar do concurso!  Para este ano, o tira-gosto criado foi o Bolinhada, um bolinho de galinhada com queijo cheddar, servido com molho verde da casa.  Se estiver por Goiânia, sabe onde precisa fazer uma visitinha!

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É claro que toda cidade tem a graça e a sorte de ter um mercadão pra se abastecer frequentemente e ainda dar aquela paradinha durante as compras pra se deliciar com a gastronomia que só existem nos butecos de lá!

Aí na sua cidade, qual é o seu roteiro quando vai ao mercadão? Onde para pra se deliciar?!

 

Receita do “Tipo Rei Bolinho à Mineira”, do Art Chopp

Pois é gente, ninguém resiste a um buteco e uma comidinha raíz, com Ana Maria Braga não seria diferente, talvez por isso que ela foi vista, há alguns dias, no Art Chopp, buteco carioca que participa do Comida di Buteco!

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A galera simplesmente desacreditou quando viu a Aninha entrando pelo Art Chopp e a emoção foi total. Claro que não deixariam de registrar um momento desses, né? Até nós nos emocionamos com o depoimento deles:

“Sabe aquele sonho que você nunca acha que vai ser possível ser realizado? Pois é… acredite! É possível, ANA MARIA BRAGA VEIO NO MEU BUTECO E A SENSAÇÃO É DE GRITAR AO MUNDO INTEIRO PRA OUVIR. Comida di Buteco obrigado por me colocar aonde estamos…Cacau Araújo obrigado demais por me apresentar os anjos que fizeram isso possível, Márcia Barbosa e Valeria Silva. Maria Eulalia Araújo, tudo começou com seu convite pra entrar no Comida di Buteco! Obrigadooooo demais!”

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Quando ela descobrir a receita do petisco participante do Comida di Buteco em 2016, já sabemos que ela fará o que mais ama, né? Passar a receita!

Enquanto isso não acontece, nós vamos nos adiantar aqui e relembrar o passo a passo do “Tipo Rei Bolinho à Mineira”, um bolinho de queijo minas e queijo parmesão, recheado com linguiça mineira e torresmo, pra vocês se deliciarem!

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Colocamos o vídeo logo abaixo, mas é importante se atentar aos ingredientes e esses detalhes aqui:

Separem:

1kg de queijo mussarela

1kg de queijo minas

Couve picada

Caldo de galinha em pó

1 ovo

Farinha de trigo

1 Chopp para a massa

Para o recheio, precisaremos de:

Torresmo

Linguiça Mineira

Vinho branco para flambar

Primeiro, coloquem em uma tigela os queijos, o caldo de galinha, ovo e couve. Misture tudo e acrescente a farinha. Conforme a farinha for ressecando a massa, acrescente o chopp. Assim que ela estiver desgrudando da tigela, é hora de parar de mexer. Se serve a dica, use pouca farinha, assim o bolinho não ficará tão pesado.

Feito isso, deixe a massa descansando na geladeira de 30 a 40 minutos

Dica 2: o chopp pode ser substituído por cerveja, mas o tempo de geladeira aumenta para 1h/1h10

Enquanto a massa está na geladeira, é hora de cuidar do recheio:

Frite-os separadamente. A gordura do torresmo vai soltando sozinha,não é preciso fazer nada, e a linguiça basta colocar um pouquinho de azeite. Depois jogar o vinho, que dará o sabor.

Depois que estiver tudo pronto, é hora de preparar o tira-gosto:

70g pra massa

15 ou 20g pro recheio

Fazer a bolinha, abrir a massa e rechear com o torresmo, a linguiça e a couve. Feche a bolinha, passe um pouco de farinha ao redor e coloque para fritar.

Tá pronto!

Confira o vídeo com o próprio pessoal do Art Chopp fazendo essa delícia!

Cachaça: o maior símbolo da Independência Brasileira!

Pouca gente sabe, mas o protocolo é claro: no Dia da Independência brasileira, quem se aprofundou na história sabe que a gente precisa comemorar no buteco! Por quê? Porque é a nossa forma de mostrar ao mundo nossa independência brindando com cachaça. Tá, mas por quê?

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Porque na história da independência brasileira tem um detalhe MEGA importante que nem todo mundo contou pra gente, mas nós vamos contar aqui: a cachaça é o grande ícone nacional da nossa independência.

Sim, ela que hoje é o mais brasileiro de todos os prazeres, tem muita historia pra contar, de anos, mais precisamente a quantidade de anos que o Brasil existe.

Na época em que éramos colônia, os portugueses já dominavam as técnicas de destilação, afinal, na Europa muitas das bebidas já eram muito consumidas e, mais especificamente em Portugal, a bagaceira era a bebida da vez. Aproveitaram essa experiência para produzir um destilado com os restos da cana de açúcar, que chamaram de cachaça. Reza a lenda que o nome cachaça veio do espanhol “cachaza” que significava algo como bebida inferior à bagaceira portuguesa.

Porém, ao contrario do que era dito, o sucesso da cachaça foi tanto que a coroa portuguesa passou a taxa-la para que não concorresse e muito menos desbancasse a bagaceira portuguesa. Além disso, eles também proibiram por um tempo a sua produção. Mas, não adiantou, a bebida já era muito prestigiada tanto em solo nacional, quanto no exterior.

Tudo isso aconteceu em um cenário de plena exploração à colônia, que já estava gerando uma certa resistência no pessoal, e a da cachaça foi uma delas. Tomar cachaça já simbolizava a resistência às ordens portuguesas. Inclusive, nesse ambiente rolou a Revolta da Cachaça!

Aliás, se querem saber, após a proclamação da república, D. Pedro I brindou a independência brasileira com cachaça. Nos 500 anos do Brasil, o então presidente Fernando Henrique Cardoso, brindou com o presidente português da época, em comemoração aos 500 anos, através da cachaça como símbolo nacional e representando a relação amistosa que temos hoje.

E não foi só isso: nesse mesmo dia, FHC assinou um decreto que oficializava o nome cachaça e que só poderia ser dado às bebidas produzidas em solo brasileiro! Lindo, né?

Fora que a gente nem precisa lembrar que, assim como na trajetória do buteco, que anda lado a lado com a cachaça, ela já foi incorporada à alma brasileira e tem quebrado alguns preconceitos, a luta de classes, e até mesmo se tornou aquela companheira de buteco para qualquer momento, como a “abrideira”, a “companheira” e a “saideira”, como diz o jornalista, escritor e especialista em cachaça, Marcelo Câmara.

Depois dessa aula de história você já tem assunto o suficiente para algumas horas de conversa na mesa do buteco, além de motivos mais que importantes pra aparecer por lá e tomar a sua dose de cachaça. E, sendo a cachaça a bebida símbolo nacional do Brasil, o buteco é o espaço físico que representa nossa identidade, resistência e tudo mais. Então, justo passar o buteco pra comemorar esse feriado digno de uma dose de cachaça!

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Dica de buteco pra fazer uma caipirinha daquelas!

A gente roda o Brasil inteiro pelos butecos e já vimos caipirinhas das mais sensacionais e exóticas. Mas, nós também vamos ao churrasco dos amigos, e o cara escolhido pra ser o bartender da vez nem sempre acorda num bom dia. Se esse cara já foi você alguma vez, fica tranquilo, TODO MUNDO JÁ FEZ UMA CAIPIRINHA RUIM UM DIA!

Por isso, viemos salvar sua reputação ensinando a fazer a caipirinha tradicional, que parece BEM SIMPLES, mas se você simplesmente acha que caipirinha é misturar todos os ingredientes, bater e tomar, volte duas casas, senta, e lê isso aqui!

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Esses detalhes são bem básicos, mas se não estiver atento a eles, sua caipirinha desanda completamente:

– Primeiro, escolha o limão certo! Muita gente prefere o limão thaiti. Repare na casca dele e opte pelas mais lisas, que na maioria dos casos acabam contendo mais suco. Não é uma regra, mas a probabilidade é muito maior.

– Para cortar, faça de um jeito que fique mais fácil de retirar TODA a parte branca. Sendo assim, corte no meio, no sentido vertical. Assim, fica mais fácil remover o branco do meio de cada bandinha, e depois retirar o branco das extremidades. Seu limão vai ficar assim:

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– Abandone a coqueteleira no caso da caipirinha de limão, faça no COPO, você precisa preparar sua bebida com cuidado para não amargar.

– Corte em 4 gomos, coloque-os no fundo do copo virados pra cima, jogue o açúcar por cima do limão e amasse-o para soltar seu sumo, sem agredir a casca! Não amasse exageradamente, a ideia aqui é só fazer com que o limão libere seu suco mesmo!

– Escolha uma bebida de qualidade. No caso do limão, vai muito bem com cachaça e vodka, deixa o saquê pra lá.

Seja feliz e mande foto da caipirinha pra gente.

 

Conheça o Vila Aurora, o segundo melhor buteco do Brasil em 2016!

Quem acompanhou a edição 2016 do Comida di Buteco ficou sabendo, basicamente, o que rolou em todas as cidades onde o concurso aconteceu. E tudo por uma causa nobre: finalizado o concurso, os vencedores de cada cidade se enfrentariam. Então, ao menos os campeões ficaram famosos em âmbito nacional!

Desses, subiram ao pódio 3 deles, no qual a medalha de prata, ou melhor, o segundo lugar foi para o buteco de São José do Rio Preto, o Vila Aurora, um buteco de ambiente aconchegante, tijolos à vista e luz baixa, que lembra muito os tradicionais butecos da Vila Madalena, em SP! Ele foi comprado pelas proprietárias Miriã Moreira e Juliana Cinara, que estão dia e noite dentro do buteco, administrando e pensando na cozinha da casa. O cardápio é a cara delas, a paixão pela cozinha raíz também, mas o ambiente foi mantido basicamente como foi criado, por que se tem uma coisa que elas amam muito é a tradição. A grande jogada do Vila Aurora foi começar sua trajetória apostando no Comida di Buteco com o que as donas entendem de melhor: comida BOA!

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Foram 5 anos concorrendo, sendo 3 vitoriosos, e um com louvor, já que por muito pouco não se tornou também o melhor buteco do Brasil nessa ultima edição!

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E todas essas conquistas do pódio resultaram em um reconhecimento gigantesco por parte do público, que as proprietárias Miriã Moreira e Juliana Cinara podem dizer: “Nos empenhamos bastante para alcançar esse resultado. O concurso mudou o nosso empreendimento e isso é muito importante. Já temos o nome do petisco para a edição 2017 e já estamos fazendo alguns testes”. Mas já?! O que será que vem por aí?

É, só nos resta aguardar, mas, pra você entender esse processo criativo, de onde será que elas buscam inspiração para criar os petiscos e agradar o pessoal todo?

Nesse ano, por exemplo, a inspiração para o petisco veio de um prato que a Miriã já costumava fazer em casa e era sucesso absoluto lá dentro – aliás, tá ai o porquê entendemos o buteco como extensão da sua casa. É como se estivéssemos visitando o dono do buteco em sua própria residência. Enfim, nessa historia toda nasceu a Colherada da Costela, um petisco de Escondidinho de Costela desossada da Aurora servido em colheradas, tipo quando a gente come brigadeiro. A diferença é que esse prato era servido como refeição em sua casa, em uma travessa, e ela pensou e repensou a melhor forma de aproveitar essa receita, com alguns toques especiais e em forma de tira-gosto. “Queria usar a costela bovina e logo pensei em mil tipos de petiscos, até que achei interessante transformá-lo em algo diferente até então do que fazíamos”, diz Miriam.

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Deu certíssimo!

Hoje o Vila Aurora atrai muita gente, e nem pensa em tirar esse petisco campeão do cardápio. E, como elas dizem, felizmente o Comida di Buteco foi um divisor de águas em suas vidas.

Na nossa e na do povo butequeiro de São José do Rio Preto também, Miriã! A gente espera se ver na próxima edição, porque a curiosidade a vontade de conhecer o novo tira-gosto já fala mais alto!

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Fonte

Dia Internacional da Igualdade Feminina… no buteco!

Ainda que a mulherada já seja maioria em grande parte das mesas de buteco, a igualdade de gênero ainda é uma meta a ser alcançada e essa data serve não só para lembrar de todos os marcos que as mulheres deixaram na história em anos de luta por direitos iguais entre  os gêneros, mas também pra lembrar o quanto precisamos melhorar essa situação – ainda!

Mas, no buteco não! No buteco a coisa já tá bem diferente! Contagens feitas através das cédulas de votação durante o período do Comida di Buteco mostram que elas são 53% do público! Ou seja, mais da metade do povo butequeiro e que ama apreciar um tira-gosto enquanto toma sua bebida geladinha no buteco, jogando conversa fora, é feminino!

Sabe aquela conversa que mulher não bebe? Que mulher não é bem vista indo em Buteco “sozinha”? Pra nós, lugar de mulher é onde ela quiser, e no Buteco então… elas serão sempre bem-vindas!

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E tem coisa mais alegre, espontânea e cheia de vida que aquela rodinha de mulheres no buteco, fazendo o que mais amam, com quem amam? TEM NADA!

Vamos à luta, mulherada! Vocês merecem!

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Qual é o copo ideal pra tomar sua cerveja no buteco?

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Conversando com vários butequeiros, concluímos que cada um tem uma noção, nem sempre parecida, do porque de cada copo de cerveja. Muitos falam que alguns copos, dependendo da cerveja, preservam o aroma ou o sabor, e que a espuma e o formato do copo são grandes aliados. Muita gente também leva em consideração a temperatura da cerveja na hora de decidir em qual copo tomar. Outros alegam que o estilo de copo altera muito na experiência de degustar cada cerveja.

Todos esses fazem muito sentido e todos têm a confirmação de especialistas, mas, a grande maioria das pessoas nunca parou pra refletir e chegar a alguma conclusão sobre esse assunto, e acabam aceitando a sugestão de copo que o próprio buteco enviou pra sua mesa. Válido também!

Mas, quem bebe no copo lagoinha, como também é conhecido o famosos copo americano, aquele lá, que é a cara do buteco, é defensor extremo!

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Ele não é nenhum sinônimo de sofisticação, nem nada, e a gente nem tem essa pretensão. Mas ele representa tudo e mais um pouco: aquela mesa de buteco com os amigos; uma referência em design; fora que foi eleito nos anos 90 o MELHOR COPO PRA SE TOMAR CERVEJA NO BRASIL! E a gente CONCORDA plenamente! Não é pra qualquer um. Isso sem contar que ele é multifuncional e serve, além da cerveja, o famoso pingado de manhã também…

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E tudo isso, por uma questão óbvia: por ser menor e comportar menos cerveja, a quantidade no copo acaba rápido, ou seja, não dá tempo de esquentar e você toma a sua cerveja sempre gelada.

É esse que a gente recomenda praquela famosa cervejinha despretensiosa no buteco! Esse símbolo de cultura, assim como os butecos, já faz parte dos nossos dias.

Mas, a gente sabe que no mundo da cerveja existem de todos os tipos, das mais variadas, então fica aí um infográfico que pode te ajudar muito e vai aumentar o seu know how no meio boêmio:

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A tocha olímpica revezada de buteco em buteco!

As Olimpíadas 2016 já renderam muitas histórias por fora dos jogos. Mas, nem de longe a gente poderia imaginar uma como essa, que merece ser contada de buteco em buteco, de cidade em cidade, e de geração pra geração! Acompanhe aí abaixo o que rolou e relembre qual foi o desfecho sensacional e totalmente imprevisível que essa historia teve!

Tudo porque, como todos nós sabemos, o melhor do Brasil é o brasileiro e, se é pra receber os jogos olímpicos com entusiasmo, a gente faz um pouco melhor: recebemos em clima butequeiro!

Pra quem não sabe, o Rio de Janeiro foi palco de um evento incrível, e não estamos falando das Olimpíadas 2016 propriamente dizendo!

Todo mundo se lembra de toda a rota da tocha olímpica, passando de mão em mão.  Quinta-feira é o Dia do Garçom, e todo mundo sabe o quão querida é essa figura dentro de cada buteco. O amor e o respeito de alguns butequeiros em relação a uma dessas figuras, fez com que uma simples conversa fiada numa mesa de buteco virasse uma historia pra ser contada ao mundo! Vamos começar com uma imagem…

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Esse é o Agnaldo, garçom e churrasqueiro do Galeto Sat’s, um dos butecos que participaram do Comida di Buteco, e que é um dos personagens principais dessa historia. Tudo começou quando alguns frequentadores assíduos do buteco decidiram iniciar uma campanha pedindo ao comitê olímpico que Agnaldo fizesse parte do revezamento da tocha olímpica. O pedido foi negado.

Após o vácuo olímpico, eles decidiram que se o Agnaldo não poderia conduzir a tocha, então a tocha iria até o Agnaldo, mesmo que de uma forma totalmente paralela. Foi assim que nasceu o tour olímpico butequeiro por 12 butecos cariocas, onde uma tocha improvisada seria  revezada por figuras importantes da região e da boemia carioca, e terminaria em Agnaldo, que acenderia a churrasqueira com o fogo da tocha olímpica! Foi o que aconteceu e atraiu muito mais pessoas que a tocha oficial:

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O tour aconteceu no sábado, dia 30, e passou por vários butecos clássicos do RJ, entre eles o Pavão Azul e o boteco Os Imortais, grandes redutos da vida butequeira de Copacabana, também participantes do Comida di Buteco. Claro que o clima butequeiro é contagiante e a historia acabou comovendo o comitê olímpico, que influenciados por nosso espírito boêmio, decidiu convidar oficialmente o garçom Agnaldo para carregar a tocha olímpica – feito que aconteceu na ultima quinta-feira, dia 4! Olha o Agnaldão aí com o convite oficial:

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E quer saber do que mais? Sabe QUEM MAIS esteve nesse revezamento da tocha oficial? O grande campeão e dono do titulo de Melhor Buteco do Brasil , David Bispo, do Bar do David! Sim, a gente tá aqui pra fazer história pro mundo todo e mostrar o verdadeira espírito boêmio do nosso povo!

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História arrepiante, que mostra que o brasileiro em si é uma figura sensacional e que a vida butequeira comanda esse país, porque não existe nada mais simples, alegre e contagiante que toda resenha que nasce numa mesa de buteco!

Então, pra quem tá acompanhando os jogos olímpicos e até mesmo pra quem veio turistar e ver tudo de perto, vocês não podem JAMAAAIS deixar de visitar essas verdadeiras MARAVILHAS do RJ: os butecos, a comida de buteco e a cervejinha gelada!

E, se serve como dica, vocês podem passar pelo Galeto Sat’s e pedir o delicioso tira-gosto criado para o Comida di Buteco 2016, o Barriga do Serjão:

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Ou então, passar no Pavão Azul e experimentar o maravilhoso Camarão do Pavão, esse Creme de abobora com camarão servido com mini pão italiano!

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E, pra fechar, tem essa outra delícia pra você experimentar lá no Os Imortais, o Flor de Lótus, um file de porco grelhado, servido com geléia de maçã e chá verde:

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Boa apreciar o que o RJ tem de melhor!

Inicio da semana da cultura nordestina!

Não sabemos o que seria do Brasil se não fosse a riqueza da cultura nordestina, mas saberíamos menos ainda se não fosse o ziriguidum deles na cozinha! Que tempero é esse desse povo? Que criatividade é essa nas receitas?

Também não sabemos, mas apreciamos de qualquer lugar do Brasil as influências que o nordeste trouxe para a cozinha de todo canto. Nesse Comida di Buteco 2016 a gente viu muita coisa boa e percebemos que a galera aprovou bastante, em todas as cidades participantes na região nordeste: Fortaleza, Salvador e Recife!

Vamos destacar aqui algumas delícias que passaram nas mesas dos butecos desse ano. Se você é mesmo fã da cozinha nordestina, vai se inspirar nessas maravilhas.

Um deles foi esse verdadeiro combinado de coisas do mar, do Koisa Nossa (Os Internacionais), que fica lá em Salvador. Não à toa, foram ficaram com a terceira posição no Comida di Buteco em  Salvador e a composição do tira-gosto deixou o Brasil todo sem entender nada, querendo arrumar as malas na hora e ver o que é que os bahianos tem: polvo, camarão, bacalhau, salmão, aratu e siri, batizado como Chave do Destino!

Representou muito bem Salvador com essa delícia!

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Foto @robkellyfreitas

Já o Teresa e Jorge, em Fortaleza, conquistaram o segundo lugar na capital com uma porção que mostra que eles não vieram pra brincadeira, com o típico sangue quente nordestino, literalmente: o tira-gosto “Aqui Não Tem Trouxa”, uma porção de trouxinhas recheadas com costela bovina assada e temperos especiais, acompanhadas por geleia de pimenta e molho especial da Teresa! O segredo tá na alma desse tira-gosto, nem adianta explicar aqui, o negócio é mesmo pegar o primeiro vôo com destino à Fortaleza e procurar o petisco no cardápio do buteco!

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Foto@samyanic

E lá em Recife, essa belezinha aqui da foto que fez muita gente querer repetir a dose, ainda que não tivesse espaço pra mais nada: o Feijão Preto com Patinho e Costela de Charque do Confraria do Zé Perninha. Esse foi o buteco que representou todo o Recife na votação nacional, porque saiu vitorioso em sua cidade, conquistando o primeiro lugar!

Sem maiores invenções, eles foram direto ao ponto, como todo bom pernambucano, juntaram os ingredientes que tinham maior conhecimento , capricharam na combinação e serviram! Foi tiro e queda!

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E essa lista vai muito longe, mas precisávamos citar ao menos 1 de cada cidade!

Nordeste, o Comida di Buteco tem muito orgulho de estar por ai. Essas cidades inspiram a boemia, o bem estar, a vontade de ser feliz e simples!

Vocês são um buteco a céu aberto, na sua melhor interpretação. A cultura nordestina é nossa maior inspiração e ousamos falar em nome de todo o Brasil!